Todo relacionamento tem seus altos e baixos. Muitos momentos felizes e muitos desprezíveis. É na verdade um vai e vem de situações e momentos que demarcam nossas vidas de pureza e irracionalidade.
Na grande maioria desses relacionamentos, se faz presente a idéia de "poder". Uma palavra tão malvada e totalmente sem sentido, quando se trata de um relacionamento, que é impossível acreditar que ela exista em nossas relações. É uma grande sensação que sentimos quando tudo na relação nos rodeia. Entramos em um manda manda e recebe recebe que nos sentimos um dos astros de Hollywood. É uma sensação muito boa ,sim. Mas geralmente muito oscilante. Uma hora o poder está conosco ( até lembra o jovem Luck Skywalker ), como com a outra pessoa. É claro, eu sei, existem pessoas que sempre mandam, mas não são pessoas felizes. Pois no fundo do coração elas esperam encontrar seu verdadeiro amor. Por isso até acho que descontam suas decepções em quem no fundo tem esperança de ter encontrado a pessoa certa.
O relacionamento precisa de entrega total. Fazer e receber, pedir e servir. É tão gostoso quando seguimos essa prática. É inconcebível destratar quem convive ao nosso lado e quer o nosso bem. E "poder" é uma palvra tão feia, que não devemos fazer ela aparecer em nossas vidas amorosas. Podemos tudo quando estamos juntos, e conquistar as coisas da vida acompanhados de quem amamos é a maior sensação de "poder" que existe.
texto de Fernando Thadeu F. dos Santos
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
LUZ DO SENTIMENTO NU
O climax de um sentimento se demonstra na hora de um choro. Quando crianças, ouvimos dizer que é feio. "Que feio um menino tão bonito chorando!" Mas deve ser porque o choro na maioria das vezes, é sempre de dor aprontada. Alguma batida, ralada, cintada. Abrimos aquele bocão de mostrar todos os dentes e cáries possíveis. Mas e quando crescemos? Não nos machucamos mais como antes, nem apanhamos mais, por tamanhas traquinagens que literalmente aumentaram de tamanho assim como nós. Mas choramos.
Choramos por não dar certo, por não ser correspondido, por não significar muito, nem mais. Choramos. Esse choro é sempre por algo que realmente nos significa muito. Ele pode ser afetivo, relacionado a família, ou a amigos muito próximos que perdemos. Quando nos mudamos, ou se mudam para longe de nós. Pode ser de alegria, de alguma conquista ou felicidade alcançada. É sempre muito forte o sentimento de vitória, esse limite acaba nos levando ao choro também. Mas pode ser também de "amor". De um sentimento mais intenso, mais verdadeiro. Não querendo dizer que os outros são falsos, mas é muito mais soberano que os demais. É um sentimento forte, de deixar cego a qualquer um, de deixar sem sentido, ou de perder os sentidos. Sentidos pra quê? Eu quero é amar! Mas e quando acaba? Carinho, gosto, beijo, conversa, olhares, falta, desejo....ficam as lembranças. E quando nos vemos sozinhos, ou quando nos deparamos com particulariedades que nos fazem lembrar essa relação, como uma música, um perfume, um simples gesto, ou uma fala, lugar ou situação. Alguma coisa lá no meio do coração (pois se não fosse exatamente no núcleo, não sei o que aconteceria) pede arrego. Sente falta, busca o passado e nos abre os arquivos de nossas mentes. Arquivos concretos, que não foram destruídos por completo. Foram só partidos, não esmiuçados. Então se tem muito guardado. E quando tudo isso reaparece, nos faz chorar. Chorar de saudade, de que tudo aquilo podia ter dado certo. Mas não lembra o choro como de um amigo que se mudou? Ou de um parente que partiu? Não! É um choro diferente. De alguém que realmente marcou na sua vida. Que você não conseguiu esquecer. De tão bom e apaixonante foi estar do lado dela. Viver sem limites, mesmo sabendo que acabou, mas que foi intenso e verdadeiro.
Chorar não é vergonha, só porque não somos mais crianças. Porque só as crianças podem chorar? Cada um chora do jeito que quer, e da vontade que der. Uns choram de mais, por marcar de mais. Outros choram de menos por não saber se entregar. Quem chora pode dizer que existe clarões de "sentimentos verdadeiros". Tão fortes que nos deixam assim, sensíveis ao ponto de chegar a esse apogeu da sinceridade interior. Chorar é bom.
texto de Fernando Thadeu Fonseca dos Santos
Choramos por não dar certo, por não ser correspondido, por não significar muito, nem mais. Choramos. Esse choro é sempre por algo que realmente nos significa muito. Ele pode ser afetivo, relacionado a família, ou a amigos muito próximos que perdemos. Quando nos mudamos, ou se mudam para longe de nós. Pode ser de alegria, de alguma conquista ou felicidade alcançada. É sempre muito forte o sentimento de vitória, esse limite acaba nos levando ao choro também. Mas pode ser também de "amor". De um sentimento mais intenso, mais verdadeiro. Não querendo dizer que os outros são falsos, mas é muito mais soberano que os demais. É um sentimento forte, de deixar cego a qualquer um, de deixar sem sentido, ou de perder os sentidos. Sentidos pra quê? Eu quero é amar! Mas e quando acaba? Carinho, gosto, beijo, conversa, olhares, falta, desejo....ficam as lembranças. E quando nos vemos sozinhos, ou quando nos deparamos com particulariedades que nos fazem lembrar essa relação, como uma música, um perfume, um simples gesto, ou uma fala, lugar ou situação. Alguma coisa lá no meio do coração (pois se não fosse exatamente no núcleo, não sei o que aconteceria) pede arrego. Sente falta, busca o passado e nos abre os arquivos de nossas mentes. Arquivos concretos, que não foram destruídos por completo. Foram só partidos, não esmiuçados. Então se tem muito guardado. E quando tudo isso reaparece, nos faz chorar. Chorar de saudade, de que tudo aquilo podia ter dado certo. Mas não lembra o choro como de um amigo que se mudou? Ou de um parente que partiu? Não! É um choro diferente. De alguém que realmente marcou na sua vida. Que você não conseguiu esquecer. De tão bom e apaixonante foi estar do lado dela. Viver sem limites, mesmo sabendo que acabou, mas que foi intenso e verdadeiro.
Chorar não é vergonha, só porque não somos mais crianças. Porque só as crianças podem chorar? Cada um chora do jeito que quer, e da vontade que der. Uns choram de mais, por marcar de mais. Outros choram de menos por não saber se entregar. Quem chora pode dizer que existe clarões de "sentimentos verdadeiros". Tão fortes que nos deixam assim, sensíveis ao ponto de chegar a esse apogeu da sinceridade interior. Chorar é bom.
texto de Fernando Thadeu Fonseca dos Santos
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Passa ou não passa
Passa da passagem, passa paisagem, passa o meu medo, passa o sossêgo, passa nas alturas, o que era teu aconchêgo, passa nas canelas, passa no Sertão, passa da realidade ou da solidão. Passa mais, passa longe, mas nos passa, passa de nós, é sempre um, que está contente, e o outro que sempre chora, num só passo, sem parar a passação, e um passa bem. O outro passa mal. Passa a festa, passa o sono, vem a leveza, e o fim da alegria, passando amigos, prefiro contigo. Não se passam amigos, passa o fio, passa a rua, passa a roupa, e passa o sol, e na lua lembro teu cheiro sem vontade de passar, mas passa, para não parar, e parado fica minha vontade de passar. Passa bala, passa chiclete, que não passa sem grudar, passa isso e passa aquilo, e me paro num passar, sempre com vontade de sair, deste passo sem parar, que me afoga e me percegue, esse passo de pezar, mas não passa toda essa, minha vontade de te amar.
texto de Fernando Thadeu Fonseca dos Santos
texto de Fernando Thadeu Fonseca dos Santos
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
A ENTREVISTA
Sinto um calor, não estou nervoso, estranho mas sempre fico calmo nestas ocasiões. Mas parece que estou derretendo, também vim correndo. Andando rápido pra ser mais exato, estava atrasado, e mesmo assim não perdi a calma. Ainda perdi alguns minutos no elevador, a ascensorista estava de papo com o segurança, logo na minha vez ela resolveu namorar. Acabei chegando suado, mas cheguei.
Logo entrei, sem reparar muito na sala, entrei mostrando serenidade, sem vacilar nos passos, e nem olhei muito na sala. Só reparei que estava cheia, algumas pessoas me olharam, não me prendi muito. Se tinha algum conhecido, eu poderia comprimentar depois. Meu objetivo agora era chegar até a secretária sem causar nenhum estardalhaço. Já pensou eu chegar caindo, ou mesmo olhando alguma perna bonita de alguma mulher que estava fazendo ficha. E quando a secretária me desse bom dia, eu estava perdido, perguntando "O quê?".
Minha chegada foi perfeita, muito obrigado. O bom dia não foi dos melhores, mas o da secretária foi alguns milímetros mais fulero do que o meu. Também imagino eu quantos bom dias ela já tinha pronunciado, sem nem mesmo olhar no rosto das pessoas, ou nem ser correspondida, deve ser chato ser secretária. E olha que tem gente que faz faculdade disso heim!
Tudo bem, depois de me receber, com um bom dia mais parecendo "mau dia", ela fez as três perguntas de praxe : "qual o cargo pretendido?, seu último salário? e qual sua pretensão salarial?". Eu vim aqui fazer uma entrevista. E logo tentei me recordar do nome da moça que me ligou, não queria buscar o papelzinho que tinha no bolso da calça o nome e o endereço do local. Já dei uma gaguejada e logo ela me tomou a palavra. Fiquei com a "pretensão salarial" na cabeça,
não é possível, mas essa palavra eu só ouço nas agências de emprego, "pretensão salarial", me lembra algum tipo de salada que não vingou, ou coisa parecida. Acabada as formalidades com a secretária, ela me entrega um formulário médio, nem pequeno nem grande, mas médio. Um formulário quando pequeno já enche o saco, um grande então !!! Esse era médio. Nome, rua, cidade, país, cor, partido, tipo de sangue, música preferida, essas coisas. Mais uma enchurrada de perguntas. Tem carro? Sim, mas se não arrumar emprego hoje, vou ter de vende-lo. Será que vou perder chances por causa disso? Espero que não. Já estou no meio do cadastramento, e me recordo que saí de casa para ir á uma entrevista. Em menos de dez minutos e lá estava eu quase cadastrado na agência.Mais alguns minutos se passam e chego na área dos não fumantes, não sou nem besta de falar que fumo, o cerco está fechando pra quem quer morrer devagarinho. Agora já na área onde escolho em que região prefiro trabalhar, zona norte, zona sul, zona oeste, zona leste, ufah! Zona leste é complicado, mas estou aceitando qualquer zona que tenha emprego pra mim. Já estou desesperado, por dentro, mas mantenho a calma por fora, sou um bom artísta. Acabo de entrar em uma zona incógnita, já não sei se explodo de vez e xingo todo mundo. Afinal eu não fui chamado pra fazer uma entrevista? Desempregado sofre! Esse cadastro não acaba mais. Da próxima vez que me contatarem vou perguntar antes de desligar o telefone feliz de conseguir mais uma oportunidade de emprego, do que realmente se trata.
texto de Fernando Thadeu Fonseca dos Santos
Logo entrei, sem reparar muito na sala, entrei mostrando serenidade, sem vacilar nos passos, e nem olhei muito na sala. Só reparei que estava cheia, algumas pessoas me olharam, não me prendi muito. Se tinha algum conhecido, eu poderia comprimentar depois. Meu objetivo agora era chegar até a secretária sem causar nenhum estardalhaço. Já pensou eu chegar caindo, ou mesmo olhando alguma perna bonita de alguma mulher que estava fazendo ficha. E quando a secretária me desse bom dia, eu estava perdido, perguntando "O quê?".
Minha chegada foi perfeita, muito obrigado. O bom dia não foi dos melhores, mas o da secretária foi alguns milímetros mais fulero do que o meu. Também imagino eu quantos bom dias ela já tinha pronunciado, sem nem mesmo olhar no rosto das pessoas, ou nem ser correspondida, deve ser chato ser secretária. E olha que tem gente que faz faculdade disso heim!
Tudo bem, depois de me receber, com um bom dia mais parecendo "mau dia", ela fez as três perguntas de praxe : "qual o cargo pretendido?, seu último salário? e qual sua pretensão salarial?". Eu vim aqui fazer uma entrevista. E logo tentei me recordar do nome da moça que me ligou, não queria buscar o papelzinho que tinha no bolso da calça o nome e o endereço do local. Já dei uma gaguejada e logo ela me tomou a palavra. Fiquei com a "pretensão salarial" na cabeça,
não é possível, mas essa palavra eu só ouço nas agências de emprego, "pretensão salarial", me lembra algum tipo de salada que não vingou, ou coisa parecida. Acabada as formalidades com a secretária, ela me entrega um formulário médio, nem pequeno nem grande, mas médio. Um formulário quando pequeno já enche o saco, um grande então !!! Esse era médio. Nome, rua, cidade, país, cor, partido, tipo de sangue, música preferida, essas coisas. Mais uma enchurrada de perguntas. Tem carro? Sim, mas se não arrumar emprego hoje, vou ter de vende-lo. Será que vou perder chances por causa disso? Espero que não. Já estou no meio do cadastramento, e me recordo que saí de casa para ir á uma entrevista. Em menos de dez minutos e lá estava eu quase cadastrado na agência.Mais alguns minutos se passam e chego na área dos não fumantes, não sou nem besta de falar que fumo, o cerco está fechando pra quem quer morrer devagarinho. Agora já na área onde escolho em que região prefiro trabalhar, zona norte, zona sul, zona oeste, zona leste, ufah! Zona leste é complicado, mas estou aceitando qualquer zona que tenha emprego pra mim. Já estou desesperado, por dentro, mas mantenho a calma por fora, sou um bom artísta. Acabo de entrar em uma zona incógnita, já não sei se explodo de vez e xingo todo mundo. Afinal eu não fui chamado pra fazer uma entrevista? Desempregado sofre! Esse cadastro não acaba mais. Da próxima vez que me contatarem vou perguntar antes de desligar o telefone feliz de conseguir mais uma oportunidade de emprego, do que realmente se trata.
texto de Fernando Thadeu Fonseca dos Santos
sábado, 22 de setembro de 2007
Planeta Amor
O amor e seus desatinos, nos fazem compará-lo á um Planeta. Onde existem vários Países, alguns desses países são cercados por muros gigantes, arames farpados e com exércitos de proteção, todos bem resistentes e ímpossiveis de penetrar.
Mas também existem Países livres de dificuldades, que aceitam quem estiver disposto a se entregar e cuidar bem do lugar, pois serão retribuídos na mesma quantidade. A nossa viajem pelo Planeta é a sequência de nosas vidas. E os Planetas vão aparecendo na nossa frente, e nossas decisões são instantâneas, pois entramos em quem chamar mais nossa atenção. Ás vezes lutamos para entrar num País cheio de grade e que não nos aceita, lutamos, sofremos e choramos por não conseguir entrar, ensistimos na investida do Coração. Luta ingrata de objetivo retardado. Tudo por esquecer que existem outros Países, que esperam sua chegada anciosos, de braços abertos, cheios de carinho e receptividade. Andamos livres , e não precisamos lutar se sabemos que não seremos aceitos. Mas a persistência reina dentro de nós. Precisamos ser concientes do que nos espera e o que nós podemos escolher. Na vida só as trombadas nos ensina, e saber que estamos trombando já é uma qualidade.
O caminho da vida nos proporciona vários destinos diretos e indiretos. Temos que ser suficientemente fortes e ligados para saber onde podemos entrar. Com certeza tem um País esperando por cada um de nós.
texto de:Fernando Thadeu F. dos Santos
Mas também existem Países livres de dificuldades, que aceitam quem estiver disposto a se entregar e cuidar bem do lugar, pois serão retribuídos na mesma quantidade. A nossa viajem pelo Planeta é a sequência de nosas vidas. E os Planetas vão aparecendo na nossa frente, e nossas decisões são instantâneas, pois entramos em quem chamar mais nossa atenção. Ás vezes lutamos para entrar num País cheio de grade e que não nos aceita, lutamos, sofremos e choramos por não conseguir entrar, ensistimos na investida do Coração. Luta ingrata de objetivo retardado. Tudo por esquecer que existem outros Países, que esperam sua chegada anciosos, de braços abertos, cheios de carinho e receptividade. Andamos livres , e não precisamos lutar se sabemos que não seremos aceitos. Mas a persistência reina dentro de nós. Precisamos ser concientes do que nos espera e o que nós podemos escolher. Na vida só as trombadas nos ensina, e saber que estamos trombando já é uma qualidade.
O caminho da vida nos proporciona vários destinos diretos e indiretos. Temos que ser suficientemente fortes e ligados para saber onde podemos entrar. Com certeza tem um País esperando por cada um de nós.
texto de:Fernando Thadeu F. dos Santos
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Sinceridade de plantão
Sentimento é tudo aquilo que tentamos esconder. Temos vergonha de pensar, o que diria de falar, expôr isso pra fora não é fácil. Não significa que somos mentirosos, ou falsos, é uma falsidade aceita. Mas quando prendemos isso dentro de nós, é que acaba pegando pesado. Escondemos para não maltratar ninguém, ou prejudicar, mas quem acaba sendo prejudicado somos nós mesmos. Ficamos presos há esses sentimentos que não nos deixam respirar. Muitas vezes até fúteis, mas machuca. Corrói por dentro, guardar é doloroso de mais.
Essa dificuldade encontrada por nós em descarregar nossos sentimentos, é quase uma unanimidade entre os seres humanos, difícil não ter alguém que guarde os seus e reclame mais tarde. Reclame dos amores que passaram por você e você não disse um " Eu te amo! ", e se devora até hoje em lembrar das oportunidades que teve e não disse. Amores existem, eles estacionam, esperam e saem. Se você não declarar seu sentimento ele vai embora. Pois amores vivem de certezas e com certeza amar é ser sincero.
texto de Fernando Thadeu F. dos Santos
Essa dificuldade encontrada por nós em descarregar nossos sentimentos, é quase uma unanimidade entre os seres humanos, difícil não ter alguém que guarde os seus e reclame mais tarde. Reclame dos amores que passaram por você e você não disse um " Eu te amo! ", e se devora até hoje em lembrar das oportunidades que teve e não disse. Amores existem, eles estacionam, esperam e saem. Se você não declarar seu sentimento ele vai embora. Pois amores vivem de certezas e com certeza amar é ser sincero.
texto de Fernando Thadeu F. dos Santos
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Mentiras verdadeiras
Da primeira vez havia verdade, mas verdade nem sempre é capaz de prender ou soltar. Tudo tem seu tempo, sua confiança, sua medida. Tudo passa, tudo se desconfia. Somos perdoáveis e imperdoáveis, tudo depende da verdade dita. Através dela conseguimos tudo e através dela perdemos tudo. Tudo depende de qual verdade podemos dizer e qual mentira podemos escutar. Nossa vida segue um fluxo de intransigências, de verdades e mentiras, somos famintos por cotidianos alheios. É interessante como nos importamos com as mentiras contadas da vida dos outros e nos esquecemos das verdades vividas por nós. A facilidade com que encontramos tais informações é que nos deixa no mesmo lado da calçada assim como nas visitas de sites de fofoca, no cabelereiro, na padaria ou em qualquer outro lugar que passamos alguns minutos e assim despertamos já a chance de alguém nos contar alguma coisa sobre algo, ou já damos chance de alguém pensar algo sobre nós. A curiosidade nos leva a acreditar em mentiras, e as mentiras se tornam verdades. Não precisamos de prova, somos curiosos e dissimulados. Nossa paz é o inferno dos outros. Mas também não precisamos descer na mesma estação, nos basta seguir nosso caminho sem falsidades e mentiras, deixar o degrau da ignorância para trás. A verdade é digna para quem há emprega, sincero é aquele que diz que o amor acabou, e mentiroso é aquele que diz que nunca amou ninguém.
texto de Fernando Thadeu F.dos Santos
texto de Fernando Thadeu F.dos Santos
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